alantoidianos, deuterostômios, celomados, homeotérmicos e possuem penas.
O principal avanço das aves em relação aos répteis reside em sua capacidade de controlar a temperatura do corpo, mantendo-a constante, independente de variações ambientais: são vertebrados homeotérmicos. A homeotermia garante às aves fácil adaptação aos mais variados ambientes terrestres, tornando possível sua larga distribuição geográfica.
Além disso, a capacidade de voar permitiu a exploração do meio aéreo, ampliando sua distribuição a praticamente todas as regiões da Terra.
Órgãos internos das aves
a) As aves e os mamíferos são homeotérmicos, isto é, mantém a temperatura do corpo constante. Mecanismo termorregulador: redução do diâmetro dos vasos sanguíneos superficiais (menor irradiação de calor - controle do SNC), tremores, pelos, penas, camada adiposa, suor, etc.
b) As aves são vertebrados que, em geral, possuem os membros anteriores transformados em asas para voar. Assim sendo, conquistaram o meio terrestre e o meio aéreo. As adaptações para o voo incluem, além das asas: penas, membrana nictitante, cerebelo desenvolvido, sacos aéreos, esterno com quilha, músculo peitoral desenvolvido, ossos pneumáticos, esqueleto rígido (coluna vertebral, cinturas pélvica e escapular fundidas).
O esqueleto das aves
c) São animais dioicos, ovíparos com casca calcária. A reprodução é sexuada, com fecundação interna.A união dos gametas ocorre no oviduto, antes da formação da clara e casca do ovo.
d) A pele é seca, sem glândulas, com exceção da glândula uropigiana que existe em muitas espécies. Esta glândula produz secreção que impermeabiliza as penas.
e) As penas são de três tipos básicos:
1) Rêmiges das asas (propulsão);
2) Retrizes da cauda (direcionamento do voo);
3) Tectrizes de revestimento (cobertura que mantém camada de ar). Há ainda a penugem que é comum nas aves jovens.
f) O tubo digestivo tem como particularidades: o bico sem dentes, o papo, a moela e termina na cloaca.
g) Não possuem bexiga e o excreta nitrogenado é o ácido úrico, eliminado junto com as fezes.
Sistema digestivo
h) A respiração é sempre pulmonar e o aparelho respiratório está associado ao órgão do canto ou siringe.
i) Na circulação fechada, o coração apresenta duas aurículas ou átrios e dois ventrículos. Não há mistura de sangue venoso e arterial no coração (circulação dupla e completa). A artéria aorta que sai do ventrículo esquerdo tem uma curvatura (crossa) para a direita, ao contrário dos mamíferos que têm esta curvatura para a esquerda.
j) Para proteção dos olhos, possuem sob as pálpebras a membrana nictitante.
Diversidade
A classe das aves possui numerosos representantes, que podem ser reunidos em dois grupos, segundo a forma do esterno. As aves ratitas possuem esterno achatado, asas reduzidas ou ausentes, não sendo capazes de voar; entre seus representantes estão o kiwi da Nova Zelândia, as emas sul-americanas e o avestruz africano.
As araras são vítimas da ação antrópica (realizada pelo homem). Com o tráfico de animais silvestres e alterações em seu habitat, as araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) encontram-se em extinção O tráfico de animais é um dos comércios ilegais mais lucrativos do mundo e movimenta aproximadamente 20 bilhões de dólares por ano.
Tais espécies são de vital importância ecológica, pois participam da dispersão de sementes, essencial para a regeneração de florestas.
As aves carinatas possuem o esterno com uma quilha ou carena, onde se inserem os fortes músculos peitorais que acionam as asas, permitindo o voo. Este grupo reúne a maioria das aves, distribuídas em muitas ordens, exibindo grande diversidade de forma do corpo, bico e patas, além da coloração das penas.
Reprodução
As aves são animais dioicos, com fecundação interna e ovíparos. Geralmente há acentuado dimorfismo sexual, manifestado principalmente pela plumagem mais colorida e desenvolvida e pela emissão de canto mais rico dos machos. As fêmeas têm um só ovário, ao qual se segue uma trompa, um oviduto e um útero que se abre na cloaca. Do ovário sai a gema (óvulo) que cai na trompa e recebe camadas de albumina (clara) enquanto passa pelo oviduto. A casca calcárea é formada enquanto o óvulo permanece no útero. O ovo eliminado pelas aves pode ser um óvulo, ou um zigoto, caso haja fecundação.
Aparelho reprodutor feminino
Entre as aves evidencia-se um aspecto bastante interessante do comportamento: o cuidado à prole. Os ovos são chocados pela fêmea em ninhos especialmente preparados para este fim; os filhotes são alimentados pelos pais até conseguirem voar e capturar seu próprio alimento.
Conheça 5 espécies capazes de construir ninhos incríveis,
Rocha é uma associação natural de minerais (geralmente dois ou mais), em proporções definidas e que ocorre em uma extensão considerável. O granito, por exemplo, é formado por quartzo, feldspato e, muito frequentemente, também mica.
Algumas rochas são constituídas
por um único mineral, mas são consideradas rocha e não mineral porque ocorrem
em grandes volumes, formando, por exemplo, um morro inteiro ou camadas que
podem se estender por dezenas de quilômetros. Essas rochas são chamadas de
monominerálicas. São exemplos o calcário (formado de calcita) e o quartzito
(formado de quartzo).
Os minerais presentes em uma
rocha podem ser essenciais ou acessórios.Minerais essenciais são aqueles que
definem a natureza da rocha. São eles que dizem que uma rocha vulcânica é um
basalto e não um riolito. Minerais acessórios são aqueles que aparecem na rocha
em quantidades pequenas e que não afetam sua classificação, podendo servir para
definir uma variedade de rocha. Um basalto costuma ter magnetita, mas se ela
não estiver presente ele continuará sendo um basalto. Um sienito não precisa
ter nefelina para ser sienito, mas se tiver será uma variedade chamada sienito
nefelínico.
As rochas podem ser agrupadas em
três grandes grupos, conforme o processo de formação: ígneas, metamórficas ou
sedimentares. As rochas sedimentares constituem apenas 5% da crosta terrestre,
os restantes 95% são de rochas ígneas ou metamórficas.
Rochas Ígneas
Também chamadas de magmáticas,
são rochas que se formaram pelo resfriamento e solidificação de um magma. Magma
é o material em estado de fusão que existe abaixo da superfície terrestre e que
pode extravasar através dos vulcões (passando então a se chamar lava). De sua
composição vai depender a composição da rocha magmática a se formar.
Se o magma resfria na superfície
da Terra, após ser expelido por um vulcão, origina uma rocha ígnea vulcânica
(também chamada de extrusiva). O exemplo mais comum é o basalto. Se o magma
sobe através da crosta, mas resfria ainda dentro dela, em grandes
profundidades, ele origina uma rocha ígnea plutônica (também chamada de
intrusiva). O exemplo mais comum é o granito. Rochas que se formam no interior
da crosta, mas a pouca profundidade, são chamadas de hipoabissais. Um exemplo é
o diabásio.
Processo de constituição do basalto a partir da lava vulcânica.
O magma que extravasa na
superfície, por entrar em contato com o ar e com o solo, resfria mais depressa
que aquele que se solidifica no interior da crosta. Por isso, os minerais que
formam as rochas vulcânicas aparecem em cristais numerosos, mas muito pequenos,
pois não tiveram tempo de se desenvolver bem. Um basalto, por exemplo, é
formado por piroxênio e plagioclásio, mas não se consegue distinguir esses
minerais a olho nu, apenas ao microscópio. Essas rochas são classificadas como
afaníticas.
Já o granito forma-se por um
processo de resfriamento bem mais lento, dando tempo para que os cristais de
quartzo e feldspato cresçam mais. Assim, podem-se ver nele grãos de cores
diferentes, com alguns milímetros ou centímetros de diâmetro. Essas rochas são
classificadas como faneríticas.
Se a lava resfria muito depressa,
forma-se vidro vulcânico, e não um agregado de minerais (ou seja, não se formam
cristais). A obsidiana, material usado como pedra preciosa, é um vidro
vulcânico.
A textura das rochas magmáticas
se define pelo tamanho dos grãos minerais que as constituem e pelas relações
espaciais entre eles. Se os grãos têm aproximadamente o mesmo diâmetro, a rocha
é equigranular; do contrário, é inequigranular. Se os grãos têm até 1 mm de
diâmetro, ela é fina; se têm de 1 a 5 mm, é média; se têm mais de 5 mm, é
grossa. Se os grãos têm uma distribuição homogênea, é isótropa; se estão
alinhados segundo uma dada direção, então é orientada. Riodacito, rocha
vulcânica ácida (RS)
Do ponto de vista químico, as
rochas ígneas são classificadas em ácidas (mais de 66% de sílica), como o
granito e o riolito; intermediárias (52 a 66% de sílica), como o sienito e
diorito; básicas (45 a 52% de sílica), como o gabro e o basalto; e ultrabásicas
(menos de 45% de sílica), como o peridotito. Essa classificação nada tem a ver
com o conceito de acidez (pH) usado em química, e a quantidade de sílica tem
pouca relação com quantidade de quartzo. As rochas ácidas são geralmente claras
e as ultrabásicas, escuras.
De acordo com a maior ou menor
presença de minerais escuros (minerais ferro-magne-sianos) nas rochas, elas
podem ser leucocráticas (claras), melanocráticas (escuras) ou mesocráticas
(intermediárias). Quando possuem mais de 90% de minerais escuros, podem ser
chamadas de hipermelanocráticas.
As rochas vulcânicas costumam
conter cavidades formadas por gases que ficaram aprisionados durante o
resfriamento. Essas cavidades podem ter desde alguns milímetros até alguns
metros de diâmetro e são chamadas de: vesículas, quando vazias, ou amígdalas,
quando estão preenchidas por minerais. Já as plutônicas são geralmente maciças
e, quando contêm cavidades, elas são milimétricas.
Os minerais mais comuns nas
rochas ígneas são todos do grupo dos silicatos: feldspatos, feldspatoides,
quartzos, olivinas, piroxênios, anfibólios e micas. Os elementos químicos mais
abundantes nelas são o silício e o oxigênio (75% do total), mas são também
importantes o alumínio, ferro, cálcio, sódio, potássio, magnésio e titânio.
Um tipo especial de rochas ígneas
são as rochas piroclásticas, aquelas formadas nas erupções vulcânicas
explosivas. Elas são formadas de ejetólitos, que podem ser blocos (mais de 32
mm, totalmente sólidos), bombas (mais de 32 mm, total ou parcialmente
fundidos), lapíli (4 a 32 mm) ou cinzas (menos de 4 mm).
As bombas formam aglomerados
vulcânicos; os blocos, brechas vulcânicas; os lapíli, lapíli-tufos; e as
cinzas,tufos vulcânicos.
As rochas ígneas costumam ser
maciças, ter boa resistência mecânica e cristais bem formados. Proporcionam bom
polimento e são, por isso, muito valiosas como rochas ornamentais. A foto da
esquerda mostra diversos tipos de rochas usados para esse fim.
Há grande interesse econômico
também porque nelas se encontra boa parte dos minerais úteis. Os pegmatitos,
rochas magmáticas de granulação muito grosseira, são fonte de numerosos
minerais valiosos, como quartzo, feldspato, andaluzita, apatita, berilo,
moscovita, bismuto, cassiterita, columbita, fluorita, galena, granadas, ouro,
grafita, monazita, rodonita, espodumênio, tantalita, titanita, topázio,
turmalinas, água-marinha, esmeralda, crisoberilo, volframita, xenotímio,
trifilita, ambligonita etc. Eles são uma das principais fontes de pedras
preciosas e de minerais raros.
Os canyons do Itaimbezinho e os
morros da praia de Torres, todos no Rio Grande do Sul, são formados por rochas
ígneas. Os rochedos do arquipélago de Fernando de Noronha e o morro Dedo de
Deus, em Teresópolis (RJ), são outros exemplos.
Rochas
Sedimentares
São rochas que se formam na
superfície da crosta terrestre sob temperaturas e pressões relativamente
baixas, pela desagregação de rochas pré-existentes seguida de transporte e de
deposição dos detritos ou, menos comumente, por acumulação química. Conforme a
natureza desse material podem ser detríticas ou não detríticas.
Possuem porosidade e
permeabilidade, uma marcante estratificação e baixa resistência mecânica. São
muito difíceis de polir e podem conter fósseis. As camadas de rochas
sedimentares podem totalizar vários quilômetros de espessura.
Exemplos de rochas sedimentares
muito conhecidas no Brasil são as que formam os morros de Vila Velha (PR), a
Chapada Diamantina (BA) e a Gruta de Maquiné (MG). No exterior, é muito
conhecido o Gran Canyon (Colorado, EUA).
De um modo geral e amplo, as
rochas sedimentares mais comuns podem ser divididas em arenosas (detríticas),
argilosas (detríticas) e carbonatadas (não detríticas), estas últimas
subdivididas em calcários e dolomitos.
Rochas sedimentares detríticas
(também chamadas de clásticas) são aquelas formadas pela deposição de
fragmentos de outras rochas (ígneas, metamórficas ou mesmo sedimentares). Esses
fragmentos, principalmente quartzo e silicatos, constituem os sedimentos e
surgem por efeito da erosão. Chuva, vento, calor e gelo vão fragmentando as
rochas e os pedaços que se soltam são transportados para lugares mais baixos
pela ação da gravidade, de rios, de geleiras ou do vento.
O mais extenso e mais duradouro
dos ambientes de deposição é o marinho. Ele é o destino final de todos os
sedimentos e nele estão a maior parte dos sedimentos detríticos.
Conforme o diâmetro dos grãos
desses sedimentos, eles podem ser, do maior para o menor: cascalho, areia,
silte ou argila (conforme tabela a seguir). Cascalhos formam conglomerados e
brechas, areias formam arenitos, siltes formam siltitos e argilas formam
argilitos.
Esses sedimentos são
transportados até uma bacia sedimentar, deserto ou delta de rio e, então,
começam a ser compactados pelo peso de mais sedimentos que sobre eles se
depositam.
As rochas argilosas são as mais
abundantes das rochas sedimentares, mas também as mais difíceis de estudar,
devido à granulação fina dos sedimentos que as formam.
A deposição começa sempre pelas
partículas maiores e mais pesadas. As menores, mais leves e menos esféricas
tendem a prosseguir, sendo depositadas depois e mais adiante.
om o tempo, os grãos ou seixos
vão se unindo, muitas vezes pela precipitação, entre eles os de óxido de ferro
ou de carbonato de cálcio, de modo a ficarem cimentados, originando então a
rocha sedimentar. Se o sedimento for areia, formará um arenito; se for argila,
formará uma argilito etc., conforme visto na tabela acima.
As mudanças na textura e na
composição sofridas pelos sedimentos em temperaturas relativamente baixas e que
levam à formação da rocha sedimentar chamam-se diagênese. Ela pode ocorrer logo
após a deposição ou bem depois.
Rochas sedimentares não
detríticas surgem pela precipitação química de sais ou pela acumulação de
restos orgânicos de animais e plantas. Quando formadas por sais, são chamadas
de químicas. Ex.: calcário e evaporito. Se formadas por restos orgânicas, são
chamadas de orgânicas. Ex.: guano e carvão.
As rochas sedimentares químicas
são formadas principalmente por carbonatos, sulfatos, sílica, fosfatos e
haloides. As principais rochas calcárias são o calcário (composto
essencialmente de calcita) e o dolomito (composto de dolomita). Tipos mistos
são os calcários dolomíticos. Afora os carbonatos, costumam conter quartzo,
argila e outros minerais.
As rochas sedimentares costumam
ser muito porosas, o que permite que nelas se acumule água. São, por isso,
importantes fontes de água subterrânea. Aquelas que possuem água em poros que
se interconectam (isso é, que são porosas e permeáveis) constituem aquíferos,
ou seja, massa rochosa capaz de armazenar e fornecer água.
Rochas
Metamórficas
São aquelas formadas a partir de
outra rocha (sedimentar, ígnea ou metamórfica) por ação do metamorfismo.
Entende-se por metamorfismo o crescimento de cristais no estado sólido, sem
fusão. A mudança nas condições de pressão e temperatura provoca mudanças na
composição mineralógica da rocha ou pelo menos deformações físicas.
Um calcário, por exemplo,
submetido a um aumento de pressão e temperatura, transforma-se em mármore; um
arenito transforma-se em quartzito; um folhelho (rocha sedimentar argilosa)
transforma-se em ardósia.
O limite entre rochas
sedimentares e metamórficas é arbitrário e difícil de estabelecer, exceto onde
o calor e os esforços tenham sido primordiais nas mudanças. Já a distinção
entre rochas sedimentares e ígneas é fácil, a não ser quando se trata de rochas
ígneas piroclásticas.
Uma característica típica das
rochas metamórficas é a foliação (xistosidade), estrutura paralela que produz
partição mais ou menos plana na rocha.
O conjunto de rochas metamórficas
de qualquer composição que tenham se formado nos mesmos intervalos de pressão e
temperatura constitui uma fácies metamórfica. Há sete fácies metamórficas
principais: fácies piroxênio-hornfels, fácies granulito, fácies eclogito,
fácies anfibolito, fácies albita-epídoto-anfibolito, fácies xistos verdes e
fácies sanidinito.
A rocha levada a um determinado
grau de metamorfismo pode depois sofrer metamorfismo parcial em temperatura
mais baixa, chamado de retrometamorfismo.
As rochas metamórficas
distribuem-se principalmente nas regiões montanhosas. A mais antiga de todas as
rochas encontradas até hoje na Terra é uma rocha metamórfica que existe no
Canadá, o Gnaisse Acasta, de 3,96 bilhões de anos, descoberto em maio de 1984.
O mármore surge a partir do metamorfismo do calcário.
O metamorfismo, processo que gera
uma rocha metamórfica, pode ser:
a) metamorfismo de contato - o
que surge pela ação de um magma sobre as rochas vizinhas. Ocorre principalmente
nas proximidades de rochas plutônicas ácidas.
b) metamorfismo regional - aquele
que surge em massas de rocha que são enterradas e submetidas a determinadas
condições de pressão e temperatura. Pode ser de baixo, médio ou alto grau.
Afeta áreas com até milhares de quilômetros quadrados e em grandes
profundidades. Quando a temperatura ultrapassa a faixa de 700-800 ºC, as rochas
começam a se fundir, produzindo magma.
c) metamorfismo dinâmico (ou
cinemático) - aquele que ocorre em zonas de deformação estreitas, com intenso
deslocamento.
d) metamorfismo de impacto - o
que ocorre em decorrência do impacto de um meteorito.
Habitualmente se distinguem as
rochas ortometamórficas, originadas das ígneas, e as parametamórficas,
resultantes da transformação de rochas sedimentares.
De acordo com a textura, as
principais classes de rochas metamórficas são:
- Hornfels (cornubianitos):
rochas sem foliação, grãos equidimensionais, formados por metamorfismo de
contato.
- Ardósias: granulação fina
(cristais microscópicos), foliação tabular perfeita (clivagem ardosiana), mas
sem faixas, formadas por metamorfismo regional sobre rochas sedimentares
clásticas finas (argilitos e siltitos).
- Filitos: xistosas; de
granulação fina, mesma origem das ardósias; mas com granulação maior, às vezes
com faixas incipientes; brilho sedoso.
- Xistos: acentuadamente
foliados, com grãos que permitem fácil identificação dos principais
componentes, ricos em mica, formados por metamorfismo regional ou de
deslocamento profundo.
- Anfibolitos: granulação média a
grossa composta principalmente de hornblenda e plagioclásio, foliação menos
nítida que nos xistos típicos formados por metamorfismo regional de grau médio
a alto.
- Gnaisses: granulação grossa,
bandas irregulares, predomínio do quartzo e do feldspato sobre as micas,
tornando a foliação menos visível. Metamorfismo regional de grau alto.
- Granulitos: rochas
equigranulares, sem micas e sem anfibólios, portanto sem foliação nítida.
Metamorfismo regional de alto grau.
- Mármores: compostos de calcita
ou dolomita usualmente pouco foliados. Forma corpos lenticulares.
- Cataclasitos: formados por
deformação sem alteração química. Aumentando a deformação e surgindo faixas e
listras, passam a milonitos.
- Milonitos: rochas de granulação
fina resultantes da trituração de rochas mais grossas. Têm aspecto de sílex e
formam-se por metamorfismo de deslocamento extremo, sem alteração química digna
de nota.
- Filonitos: aspecto semelhante
ao de filitos, formadas como os milonitos, mas com pronunciada reconstituição
química, surgindo películas de mica nos planos de foliação.
As rochas ígneas (à esquerda no
desenho) sofrem erosão, dando origem a sedimentos que por transporte, deposição
e diagênese (compactação + cimentação) geram rochas sedimentares. Estas, por
metamorfismo, geram rochas metamórficas. As metamórficas, por sua vez, podem
sofrer fusão, formando magma que vai originar nova rocha ígnea, fechando o
ciclo.
Mas rochas metamórficas também
sofrem erosão e, portanto, também originam sedimentos. Do mesmo modo, uma rocha
sedimentar pode sofrer erosão ou fusão e originar outra rocha sedimentar ou uma
rocha ígnea, respectivamente. Rochas ígneas, por sua vez, podem sofrer
metamorfismo, dando origem a uma rocha metamórfica. Portanto, qualquer um dos
três tipos de rocha pode originar qualquer um dos outros dois.
Vídeo sobre o Ciclo das Rochas.
Fontes
Dicionário de Mineralogia e
Gemologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. 608 p. ENCYCLOPAEDIA
Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Sociedade Brasileira de Geologia - SBG. Disponível em: <http://www.sbgeo.org.br>.
Composto por ossos e músculos que atuam juntos para garantir a realização dos movimentos corpóreos, o sistema locomotor permite que os indivíduos realizem diversos movimentos e possam locomover-se.
Constituído por ossos e estruturas relacionadas, como cartilagens e tendões, o sistema esquelético também tem a função de sustentação, proteção, armazenamento de cálcio e fósforo e produção de células sanguíneas.
O esqueleto divide-se em axial, constituído pelos ossos que formam o eixo principal do corpo (ossos da cabeça, pescoço, tórax e abdome), e apendicular, constituído pelos ossos que formam os membros.
Essas duas estruturas são unidos pelas cinturas: escapular (escápula e clavícula) e pélvica (ossos do quadril).
Por meio do processo de contração que permite unir as peças ósseas, o sistema muscular mantém a postura do esqueleto. Os músculos são capazes de se contrair e de se relaxar, gerando movimentos que possibilitam realizar as diversas ações do cotidiano, tais como andar, escrever, deglutir e digerir alimentos, promover a circulação do sangue no organismo, piscar os olhos, rir e respirar.
Os músculos são formados por feixes que se fixam por meio de suas extremidades. A extremidade presa a uma peça óssea que não se desloca, ou ponto fixo, é denominada de origem. A extremidade presa a uma peça óssea que se desloca, ou ponto móvel, é denominada de inserção. Os músculos fixam-se a essas extremidades por intermédio de tendões e aponeuroses.
Importante ressaltar que os músculos também são responsáveis pelo movimento das vísceras e podem ser classificados como:
1. Quanto à forma: observa-se o formato do músculo. Exemplo: músculo trapézio e músculo piramidal;
2. Quanto à origem: observa-se o número de tendões dos quais ele se origina. Quando há mais de um, podem ser classificados como: bíceps, tríceps ou quadríceps;
3. Quanto à inserção: observa-se o número de tendões pelos quais ele se insere.
Dois tendões: bicaudados;
Três ou mais: policaudados.
4. Quanto à ação: observa-se a ação principal resultante do processo de contração. Assim, entre as diversas classificações, podemos destacar:
flexor: flexiona um membro;
extensor: estende um membro;
adutor: move o membro para perto da linha mediana do corpo;
abdutor: move o membro para fora da linha mediana do corpo.
5. Quanto à função:
agonista: o músculo principal na execução de um movimento;
antagonista: músculo que se opõe à ação do agonista;
sinergista: elimina algum movimento indesejado que possa ser realizado pelo agonista, auxiliando-o em sua ação.
A técnica da Inseminação Artificial ou intrauterina é indicada especialmente para os casos em que os espermatozoides não conseguem chegar ao óvulo na tuba uterina. Neste sentido, a medicina reprodutiva dá uma bela ajuda. O sêmen é preparado e inserido diretamente no interior do útero, facilitando a fertilização.
Etapas do tratamento de Inseminação Artificial
Indução da ovulação: A mulher passa por uma indução de ovulação por meio de hormônios, com objetivo de liberar um óvulo em uma data determinada.
Coleta de Sêmen: Os espermatozoides são coletados em clínica especializada ou também podem ser pinçados diretamente dos testículos.
O sêmen é depositado diretamente no útero para facilitar a fecundação.
Fertilização in Vitro (FIV)
A Fertilização in Vitro (FIV) é considerada uma revolução na medicina. Ela foi desenvolvida inicialmente para casos de fator tubário. Além disso, passou a ser indicada também para casos de infertilidade masculina ou feminina, endometriose, esterilidade sem causa aparente e idade avançada da mulher.
Nesse sentido, na técnica de fertilização in vitro, os óvulos são fertilizados fora do corpo da mulher, e os gametas são unidos em laboratório. Assim, uma vez formado o embrião, ele é transferido diretamente ao útero onde vai ocorrer a gestação.
Etapas do tratamento de Fertilização in Vitro
Indução da ovulação: A mulher passa por estimulação ovariana com uso de hormônios. Os óvulos são captados do ovário por punção transvaginal e o objetivo é coletar o maior número possível por ciclo.
Coleta de Sêmen: Os espermatozoides são obtidos através de masturbação ou também podem ser pinçados diretamente dos testículos.
A fertilização ocorre pela injeção de um único espermatozoide no óvulo através de uma micro agulha (ICSI) com a conseqüente. formação dos embriões.
Transferência do embrião ao útero: Após 3 a 5 dias de cultivos dos embriões em meio de cultura e mantidos em estufa, estes são transferidos para o útero através de um cateter.
Vimos aqui como acontece a mágica da fecundação humana que une os gametas feminino e masculino para formar um novo ser. Sendo assim, quando isto não acontece naturalmente, a fertilização pode ser realizada por meio de tratamentos da medicina reprodutiva.
Veja a propaganda sobre fertilização intitulada "Doing is more in our nature”, da empresa Centea.
DESAFIO 3 - Após assistir ao documentário "Milagres da Reprodução" e ao vídeo "Fatos sobre a gravidez", produzidos pela National Geographic, pesquise a respeito das alterações físicas e emocionais ocasionadas pela produção de hormônios durante a gravidez. Explique como ocorre a variação hormonal no processo de gestação e mencione os sintomas provocados no corpo feminino. Boa pesquisa.
Anfíbios são vertebrados cuja característica fundamental é o desenvolvimento na fase larvária, em meio aquático; e na fase adulta, em meio terrestre.
Principais características deste grupo:
A maioria dos anfíbios possui 4 membros pentadáctilos para locomoção em terra . Os gimnofionos, como a Caecilia, são ápodes (sem patas), por involução desses membros como meio de se adaptar à vida em buracos no solo.
Figura 1
Figura 2
Os anfíbios possuem crânio largo e achatado com dois côndilos occipitais. O esqueleto é majoritariamente ossificado. As costelas não são ligadas ao esterno. Apresentam dois pares de pernas, sendo que na perna anterior existem quatro dedos e na posterior, cinco.
Pele úmida e lisa, glandulífera e sem escamas externas, apta para a respiração cutânea (que nos anfíbios torna-se mais importante que a respiração pulmonar);
Dentes pequenos e esqueleto em grande parte ossificado.
São pecilotérmicos (animais de sangue frio).
Coração com 3 cavidades: duas aurículas ou átrios e um ventrículo. O sangue arterial, que entra na aurícula esquerda, e o sangue venoso, que chega a aurícula direita, vão se juntar ao nível do ventrículo único. Por isso a circulação destes animais é dita fechada, dupla, porém incompleta.
Figura 3
O coração dos anfíbios possui três câmaras (duas aurículas e
um ventrículo) e recebe sangue oxigenado, proveniente dos pulmões, e sangue
não-oxigenado, proveniente do corpo. Para evitar a mistura excessiva dos
sangues o sistema circulatório é duplo.
Na evolução da vida no nosso planeta, os anfíbios foram os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre, embora não efetivamente. Além de possuírem uma pele muito fina que não protege da desidratação, eles colocam ovos sem casca, que ficam ressecados se permanecerem fora da água ou de ambientes úmidos. Assim, esse grupo de animais, não é independente da água, já que pelo menos uma fase da vida, da maioria dos anfíbios, acontece na água e eles precisam dela para a reprodução.
Modos de reprodução
Um dos motivos da sensibilidade dos anfíbios à saúde do meio ambiente está relacionado a seus diversos modos reprodutivos. Há espécies que depositam seus ovos em meio aquático (água corrente ou parada); em meio semiaquático (em ninhos de espumas flutuantes ou na vegetação acima d’água); e ainda em ambiente terrestre, no solo da mata.
Outros fatores que afetam a atividade reprodutiva dos anuros (sapos, rãs e pererecas) são a temperatura do ar, a quantidade de chuvas, a luminosidade, além da ação humana. Ao menor desequilíbrio em seus hábitats naturais, o anfíbios – sobretudo os anuros – reduzem sua capacidade reprodutiva, podendo-se observar o rápido desaparecimento de populações (Conservation International – CI).
Figura 4
A fecundação é interna (nos urodelos e ápodos) e externa (nos anuros), sendo as espécies geralmente ovíparas, porém a viviparidade
pode ser encontrada nas três ordens.
Na fecundação interna, o esperma é transferido para o corpo da fêmea envolto numa cápsula gelatinosa chamada espermatóforo, como no caso dos urodelos ou através de um órgão semelhante
a um pênis, como no caso dos ápodos.
Os ovos podem ser depositados na água, nas poças que ficam nas axilas das plantas, como as bromélias, e algumas espécies retêm os ovos no interior do corpo de formas diversas.
O ciclo de vida dos anfíbios apresenta geralmente três fases: ovo, larva e adulto. Durante a passagem de larva aquática para adulto,
ocorre uma metamorfose radical.
O exemplo mais dramático de metamorfose é encontrado na ordem dos anuros, onde praticamente toda a estrutura do girino é alterada. O clímax metamórfico inicia-se com o aparecimento das pernas anteriores e termina com o desaparecimento da cauda.
Os anfíbios atuais podem ser divididos em três grupos considerados como ordens na sistemática tradicional:
Anuros: não têm cauda no estado adulto. Exemplos: pererecas, rãs e sapos (respectivamente nas figuras abaixo).
Urodelos: possuem uma cauda desenvolvida. Exemplos: salamandras e tritões (respectivamente nas figuras).
Ápodes ou gimnofionos: não têm patas. Exemplo: cobra-cega ou cecília (abaixo).
Os anfíbios são verdadeiros sensores ambientais, denunciam a degradação de uma área antes de qualquer outra espécie e, se estudados, global e sincronicamente, eles têm a capacidade de comunicar o que está acontecendo com nosso planeta. São como um alerta vermelho (Conservation International – CI).
A Amazônia (não só a brasileira) e a Mata Atlântica constituem biomas de importância fundamental para a conservação dos anfíbios, por conta da grande diversidade de espécies e alto grau de endemismo (espécies que só ocorrem em um determinado local). Das 600 espécies de anfíbios registradas no Brasil, 455 (76%) existem apenas aqui. Somente na Mata Atlântica, foram catalogadas 372 espécies, sendo 260 (70%) endêmicas (Conservation International – CI).
Vídeo institucional da Exposição Anfíbios — Uma pata na água outra na terra.
Referências:
SITE SÓ BIOLOGIA. Anfíbios. Disponível em: <https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioanfibios.php> .
CONSERVATION INTERNATIONAL. Hotspots Revisitados - As regiões biologicamente mais ricas e ameaçadas do planeta. Disponível em: <https://www.conservation.org/docs/default-source/brasil/HotspotsRevisitados.pdf> .
Assista ao filme publicitário "Becel
- Ame Seu coração" e a seguir faça o que se pede: Sabendo que o coração é o principal órgão do Sistema Cardiovascular e que o mesmo possui movimentos, comente sobre a importância dos movimentos de Sístole e Diástole. Antes leia a postagem sobre Batimentos cardíacos e a vida.
A sístole e a diástole representam dois momentos importantes no ciclo cardíaco, que é a saída e a entrada de sangue no coração. Elas representam a contração e o relaxamento do coração.
No ciclo cardíaco são produzidos os batimentos, sendo que a primeira batida corresponde à sístole e a segunda marca o início da diástole.
A sístole e a diástole são dois eventos fundamentais no ciclo cardíaco. Conheça a seguir a diferença entre eles.
Sístole
A sístole é a contração do músculo cardíaco que resulta do esvaziamento dos ventrículos, ou seja, quando o sangue sai dos vasos. Neste momento, ocorre a passagem do sangue para a artéria pulmonar e aorta, a partir da abertura das válvulas semilunares.
A principal função da sístole é bombear o sangue quando o coração está contraído de modo que passe da aorta para a artéria pulmonar.
No momento da contração do coração ocorre a sístole ventricular e atrial, que se dividem nas seguintes fases:
Contração isovolumétrica: é o momento inicial da contração ventricular, resultando no aumento da pressão atrial e no fechamento das válvulas atrioventriculares. O volume ventricular é constante nesta fase pois as válvulas semilunares ainda estão fechadas.
Ejeção ventricular rápida: consiste no momento que as válvulas semilunares se abrem, ocasionando o aumento da pressão ventricular. É quando o sangue é ejetado dos ventrículos de maneira abrupta.
Ejeção ventricular lenta: é quando o sangue começa a ser ejetado, diminuindo assim o volume do fluxo sanguíneo.
Fig. 1 - Sístole.
Fig. 2 - Diástole.
Diástole
A diástole corresponde ao relaxamento do músculo cardíaco, que é quando o coração tem uma pressão interna menor para que os ventrículos recebam o sangue das veias pulmonares e veias cavas. É quando o sangue entra no coração.
No relaxamento do músculo cardíaco ocorre a diástole ventricular e atrial, que se dividem nas seguintes fases:
Relaxamento ventricular isovolumétrico: é o movimento inicial, onde tem-se o fechamento das válvulas semilunares e que se estendem até a abertura das válvulas atrioventriculares.
Fase de enchimento ventricular rápido: é quando acontece a drenagem do sangue pelas câmaras ventriculares. Nesta fase, o sangue que estava represado nos átricos chega de forma muito rápida aos ventrículos.
Fase de enchimento ventricular lento: este é o momento em que a velocidade de enchimento diminui, aumentando assim a pressão dentro dos ventrículos.
Fase da contração atrial: nesta fase, há um reforço no enchimento ventricular, fazendo que o volume dos ventrículos aumente aproximadamente 25% e eleve a pressão diastólica.
Saiba como o eletrocardiograma registra
a frequência do batimento cardíaco
Exame médico rotineiro, o eletrocardiograma (ECG) analisa a presença de transtornos relacionados à atividade elétrica do músculo cardíaco, responsável pelo bombeamento do sangue ao corpo, por meio dos batimentos. Impulsos elétricos dão origem às batidas com a ação de nervos do músculo cardíaco que formam átrios e ventrículos. O processo de registrar tais impulsos é chamado de eletrocardiografia e o sinal obtido é o eletrocardiograma.
Anomalias cardíacas podem ser detectadas observando esses sinais elétricos, tais como arritmias e taquicardia.
O ECG registra cinco ondas no total, respectivamente chamadas de P, Q, R, S e T. A primeira representa a atividade dos átrios, os três seguintes os dos ventrículos. A última onda (T) indica o momento de repouso dos ventrículos.
A função dos átrios é receber o sangue e conduzir para os ventrículos que são as câmaras cardíacas inferiores.
Quando as ondas e intervalos ocorrem em sequência, sem interrupção, podemos dizer que o coração bate em ritmo padrão, ou ritmo sinusal.
A ausência de onda P no traçado de ECG indica, por exemplo uma arritmia chamada de fibrilação atrial. O ritmo do coração é definido pela frequência cardíaca, medida em batimentos por minuto (bpm). Um adulto jovem e saudável tem uma frequência entre 50 e 100 bpm.
Desafio 2 — Com base na narrativa apresentada na peça publicitária "Malwee - 50 anos – Viva com todo seu coração" , responda ao que se pede (utilize o espaço para comentários):
a) Qual a importância do batimento cardíaco para o bom funcionamento do organismo humano?
b) Por que estabelecemos uma relação entre os batimentos cardíacos observados nas diferentes fases da vida?
Divirta-se com a música "Elektro Kardiogramm", da banda alemã Kraftwerk.
O sistema nervoso central (SNC) é responsável por receber e processar informações. Ele é constituído pelo encéfalo e medula espinal, que estão protegidos pelo crânio e coluna vertebral, respectivamente.
Ambas as estruturas são reforçadas por três lâminas conjuntivas, denominadas de meninges. São elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter. Há entre as duas últimas a presença de um líquido, o líquor, que é responsável pela nutrição do SNC e pela minimização dos possíveis traumas causados por choques mecânicos.
Encéfalo
O encéfalo é constituído pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico. Esse último é formado pelo mesencéfalo, ponte e bulbo raquidiano.
Cérebro
O cérebro é constituído pelos hemisférios cerebrais (telencéfalo) e diencéfalo. Esses primeiros são unidos pelo corpo caloso: uma estrutura constituída de fibras nervosas. Em cada uma dessas duas regiões existem divisões de determinadas áreas, delimitadas por sulcos mais profundos: os lobos frontais, parietais, temporais e occipitais. Estes se dão aos pares (um em cada hemisfério) e cada tipo coordena uma função específica - como a audição, ligada aos lobos temporais.
A região mais externa do cérebro é denominada de córtex cerebral, que é rico em corpos de neurônios e, em razão de sua tonalidade, era denominado de “substância cinzenta”. O córtex possui áreas sensoriais, motoras e associativas (interpretação de sensações e elaboração de planos de ação).
A região mais interna do cérebro, rica em dendritos e axônios, geralmente revestidos por mielina, é a “substância branca”, que leva informações ao córtex e recebe dele instruções acerca do funcionamento do corpo.
As mensagens sensoriais, exceto olfativas, passam antes pelo tálamo. Outra estrutura, localizada sob o tálamo, é o hipotálamo, que ativa glândulas produtoras de hormônios e exerce um papel muito importante em relação à homeostase do organismo. Há ainda o epitálamo, que é formado basicamente pela glândula pineal, é responsável pelo controle dos ciclos circadianos, influenciando diretamente nosso relógio biológico, e produz a melatonina. Tálamo, hipotálamo e epitálamo constituem o diencéfalo.
Cerebelo
O cerebelo coordena os movimentos e a postura corporal, mantendo nosso equilíbrio e permitindo que façamos determinadas tarefas, como andar de bicicleta. Isso só é possível porque ele recebe diversas informações do encéfalo e medula espinal. Também possui substância cinzenta, externamente, e substância branca, internamente.
Tronco encefálico
O tronco encefálico é formado apenas por substância branca e é composto pelo mesencéfalo, ponte e bulbo raquidiano:
⇒ O mesencéfalo recebe e coordena informações relativas ao tônus muscular e postura corporal. É também responsável pelos reflexos visuais e auditivos.
⇒ A ponte também auxilia em relação ao tônus muscular, postura e equilíbrio. Além disso, controla a respiração e coordena a movimentação do corpo, inclusive dos olhos e pescoço.
⇒ O bulbo raquidiano, também chamado de medula oblonga, participa de processos vitais, como respiração, batimentos cardíacos e vasoconstrição.
Medula
A medula espinal localiza-se em nossas vértebras, na região onde elas são perfuradas. Ao contrário do cérebro e cerebelo, a camada cinzenta da medula encontra-se mais internamente que a camada branca.
Ela é quem recebe primeiramente as informações transmitidas pelas mais diferentes regiões do corpo. As informações oriundas deste passam pela medula e, depois, são conduzidas às regiões específicas.
Além disso, a medula é responsável por reflexos rápidos em resposta a situações de emergência, como retirar imediatamente a mão da tomada ao receber choque. Tudo isso acontece nessa região graças aos trinta e um nervos espinhais que ela apresenta.
ARAGUAIA, Mariana. "Sistema Nervoso Central"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-nervoso-central.htm. Acesso em 02 de novembro de 2020.
Assista aos vídeos abaixo e responda ao que se pede:
Impulsos nervosos
Neurotransmissores e Sistema Nervoso Central
Sinapses
Atividade Complementar 1
Deixe seu comentário (elabore um parágrafo para cada item) a respeito de: a) impulsos nervosos e neurônios e sua relação com o Sistema Nervoso Central; b) funcionamento dos neurotransmissores; c) como ocorrem as sinapses.
O que é frequência cardíaca e quais são os batimentos cardíacos normais por idade?
A frequência cardíaca refere-se à quantidade de batidas do coração por minuto, podendo sofrer variação de acordo com a idade, quando a pessoa faz algum esforço físico ou na presença de doença cardíaca. Nesse sentido, quanto mais o coração precisa se esforçar para bombear o sangue para o corpo, maior será a frequência cardíaca da pessoa.
Em repouso, a frequência cardíaca normal apresenta uma variação entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). A aceleração dos batimentos (acima de 100 bpm) indica que a pessoa está com taquicardia. Já uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada uma condição de bradicardia.
É importante observar que quanto mais eficiente for a batida do coração, menor será a frequência cardíaca — o ideal é que os batimentos cardíacos se mantenham mais baixos, porém em níveis que permitam o sangue chegar ao corpo todo. Por isso, há uma faixa de variação que serve como parâmetro para medir os batimentos cardíacos normais de acordo com a idade:
até 2 anos — 120 a 140 bpm;
8 até 17 anos — 80 a 100 bpm;
adulto sedentário — 70 a 80 bpm;
adultos que praticam atividades físicas e idosos — 50 a 60 bpm.
O que é a frequência cardíaca máxima, como ela é determinada e por quais razões ela diminui com a idade?
A frequência cardíaca máxima é o número máximo de batimentos cardíacos que ocorre no espaço de 1 minuto durante algum esforço. Dessa forma, em uma caminhada rápida, a pessoa encontra-se na condição de desempenho, com um batimento entre 60% e 75% da sua frequência cardíaca máxima (FCM). Para determinar essa frequência, a pessoa precisa ficar atenta ao seu corpo.
Isso ocorre porque durante o esforço para uma caminhada rápida, o corpo precisa de mais oxigênio. Assim, os batimentos aumentam atingindo a frequência cardíaca máxima, quando o oxigênio produzido pelo coração não é suficiente para a oxigenação dos músculos.
Cálculos para determinar a FCM
Calcular a Frequência Cardíaca Máxima (FCM) é fundamental para conhecer as limitações do próprio corpo antes de começar a fazer qualquer exercício físico. O estabelecimento do seu valor varia de acordo com a idade e o tipo de atividade que a pessoa executa diariamente. Ela pode ser verificada por meio do seguinte cálculo matemático: 226 menos a idade (para mulheres) e 220 menos a idade (para homens).
Dessa forma, para uma mulher com 45 anos, calculamos: 226 – 45 = 181 bpm (batimentos por minuto). Mas é importante observar que a FCM não é a frequência cardíaca de segurança, sendo o ideal, trabalhar com 80% desse valor. Nesse sentido, uma mulher com 45 anos deve manter os batimentos cardíacos em 145 bpm.
O que pode ser feito para preservar o máximo a capacidade cardíaca e condicionamento físico?
O condicionamento físico diz respeito à forma como os vasos sanguíneos, coração, músculos e pulmões precisam resistir às tarefas diárias e ocasionais. Também se refere aos desafios físicos inesperados e às situações de mínimo de cansaço e desconforto e ao quanto de reserva de energia é necessária para as atividades que se pretende realizar.
Em geral, a recomendação médica para garantir um coração saudável é movimentar o corpo, pois quando fazemos exercícios regularmente, o órgão trabalha com mais eficiência, sem ter de fazer muito esforço. Além disso, o sangue flui melhor e os vasos e artérias ficam mais flexíveis e saudáveis. Tudo isso é fundamental para prevenir doenças cardiovasculares, como o infarto, derrame e hipertensão.
Para tanto, é importante manter uma frequência de atividades físicas com 1 hora por dia e 7 dias por semana, visando a redução do risco de doença cardíaca. Esse benefício aumenta de acordo com a quantidade de exercícios realizados. As atividades podem ser variadas como:
corrida — afasta o risco de doenças cardiovasculares;
caminhada ao ar livre — aumenta o fluxo sanguíneo, reduzindo a pressão arterial e evitando o infarto, derrame e problemas de circulação sanguínea;
caminhada em esteira — em velocidade entre 4,0 e 6,0 km/h (acima disso pode ser prejudicial à coluna lombar) e com inclinação entre 2 e 12% (sem segurar na barra de apoio) é uma atividade cardiovascular muito eficiente;
natação — exercício de baixo impacto nas articulações que melhora o sistema cardiorrespiratório e evita doenças respiratórias.
Em quais situações os batimentos cardíacos ficam altos?
Quando em repouso, a frequência cardíaca considerada normal não deve ultrapassar 100 bpm. Acima desse valor a frequência cardíaca é considerada taquicardia, sendo importante se consultar com um médico. Os batimentos cardíacos podem apresentar valores mais altos em diversas situações, como ao praticar exercícios físicos ou diante de emoções fortes.
O aumento da frequência cardíaca pode ser provocado por doenças cardíacas (arritmias), estresse, ansiedade, alto consumo de cafeína, bebidas alcoólicas, cigarro, doenças reumáticas, hipertireoidismo, processos infecciosos, uso de determinados medicamentos, entre outros.
Quais são as causas dos batimentos cardíacos baixos?
A frequência cardíaca baixa (menos de 60 bpm), conhecida como bradicardia, pode ocorrer em função da idade ou do uso de certos medicamentos para o coração. Em pessoas jovens, quanto melhor for o seu coração, mais baixa será a sua FC. No entanto, os bloqueios cardíacos ou disfunções do nódulo sinusal são alterações que resultam na redução dos batimentos e podem sinalizar algum problema. Nesse caso, é fundamental buscar auxílio médico.
DESAFIO 1 - Após ler o texto e assistir ao vídeo musical, explique de forma resumida (na sessão comentários) quais são os fatores que ocasionam o aumento e a diminuição da frequência cardíaca. Em relação à música, explique a mensagem dos seguintes versos: "Meu coração tá batendo, como quem diz: - 'Não tem jeito!' / Zabumba bumba esquisito batendo dentro do peito / Teu coração tá batendo, como quem diz: - 'Não tem jeito!' / O coração dos aflitos pipoca dentro do peito."